10 Coisas que os recrutadores não lhe vão dizer, mas nós vamos!

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Os recrutadores estão uma missão: encontrar a pessoa certa para determinada função. A performance do recrutador é avaliada medindo a eficiência e a rapidez com que apresentam um candidato com o talento certo para o perfil solicitado. Ironicamente, apesar dos elevados números do desemprego, os recrutadores descrevem o seu trabalho como cada vez mais difícil. É verdade! Há demasiado talento para eles “filtrarem”. Se anteriormente tinham de “encontrar uma agulha num palheiro”, agora é “uma agulha em 10 “palheiros”. São mais candidatos para analisar, logo essa análise tem de ser mais rápida, pois o tempo para apresentação do candidato mantêm-se. Necessitam de perceber rapidamente a “empregabilidade” do candidato.

Resultado: Os candidatos tem de prestar ainda mais atenção à sua “primeira impressão”, na carta, no CV e na entrevista. As competências de relacionamento pessoal, atitude, etc são ainda mais importantes quando a concorrência é tão feroz.

Reality check: Aqueles que falham e não deixam uma boa primeira impressão são colocados na pilha dos rejeitados e não são contactados. Então, se não está ser chamado, há que considerar que, tirando a possibilidade de não ter as competências requeridas, pode ter mostrado algum dos factores da lista “não tem empregabilidade”.

A maior parte dos recrutadores não lhe vai dizer o que fez de errado. Porquê?

Por uma razão, eles não são pagos para dar aos candidatos más notícias.
Por outro lado não querem criar animosidade e também não tem tempo.

Então, como pode você resolver o problema se nem sequer sabe que ele existe?

Fica aqui uma lista das razões mais comuns porque o recrutador não fica com uma boa impressão do candidato. Pode não gostar do que está a ler, pode até considerar que não é um factor relevante para o desempenho da função a que se candidata. Mas de facto estes são factores a que tem de estar atento se quer passar pelos filtros dos recrutadores .A boa notícia é que com um pouco de atenção e prática pode ultrapassar estes pontos.

Pergunte a si próprio, “eu faço alguma destas coisas?”.

1. O seu vestuário na entrevista está ultrapassado, confuso, demasiado justo, demasiado decotado, demasiado berrante.
2. A sua presença física é desgrenhada, ultrapassada, descuidada, fedorenta, demasiado perfumada.
3. O seu contacto visual é fraco, demasiado alternado, demasiado intenso.
4. O seu aperto de mão é fraco, demasiado forte, mole, suado.
5. Diz demasiadas vezes “ah”, “como” , “pois”…
6. Fala demasiado, usa uma gramática pobre, diz coisas inapropriadas ao responder às questões em entrevista.
7. Tem uma aparência de excesso de confiança, agressiva, demasiada concentrada, insegura, pateta, desesperada, indiferente.
8. Fala de forma demasiado rápida, demasiado lenta, demasiado mole.
9. Dá risadinhas, incomoda, age de modo estranho, tem tiques faciais ou falta de expressão.
10. Falta-lhe sinceridade, autoconfiança ou claridade no discurso.

Como solucionar isto?

Se está zangado ou confuso, “chateado com a vida” e farto de ir a entrevistas e não obter respostas, isso vai transparecer. Tem de encontrar uma maneira de se sentir bem consigo mesmo e com a sua habilidade de contribuir. Isto advém de conhecer as suas forças e “abraça-las”. Importante também é fazer o seu “trabalho de casa” sobre a organização, para conseguir articular de forma clara e entusiasmada o porquê de ser o candidato ideal para aquele trabalho. É certo que isto é mais fácil dizer do que fazer, mas pode ser feito!